Badoca Safari Park

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Como Conservar

Idealmente, a conservação das espécies deveria ser consequência da preservação dos seus ecossistemas naturais, a isso chama-se conservação in situ. Contudo, muitas vezes, a conservação in situ de espécies em vias de extinção é bastante difícil, ou mesmo impossível, devido à progressiva destruição e fragmentação dos habitats, à captura e caça de indivíduos das espécies em questão, à poluição e à introdução de espécies exóticas que afectam negativamente as espécies autóctones. Por estas razões, o que se faz para conservar as espécies é associar acções de conservação in situ a acções de conservação ex situ (fora do habitat natural das espécies, como por exemplo nos parques zoológicos). Se assim não for feito, corre-se o risco de extinção das espécies.

A «International Union for the Conservation of Nature» (IUCN), que orienta os esforços dos parques zoológicos com maior importância a nível mundial, tem como objectivo «influenciar, encorajar e ajudar as sociedades existentes por todo o Mundo, a conservar a integridade e a diversidade da Natureza e a assegurar que qualquer uso dos recursos naturais seja equitativo e ecologicamente sustentável».

Ideally, species conservation should be the result of the preservation of natural ecosystems. This is called in situ conservation. However, very often, in situ conservation of endangered species is quite difficult, if not impossible, due to the progressive destruction and fragmentation of habitats, the capture and hunting of individuals of the species concerned, pollution and the introduction of exotic species that adversely affect endemic species. For these reasons, conservation of species is often done through a combination of in situ conservation and ex situ conservation measures (that is, outside the natural habitat of the species, for instance in zoos). If this is not done, the risk of extinction is higher.

The “International Union for the Conservation of Nature” (IUCN), which guides the efforts of the most important Zoos in the world, aims to “influence, encourage and assist existing societies throughout the world to conserve the integrity and the diversity of nature and to ensure that any use of natural resources is equitable and ecologically sustainable “.

Conservação in situ / In Situ Conservation

A conservação in situ passa, em primeiro lugar, pela preservação dos habitats naturais das espécies e, consequentemente, pela fundação e gestão de parques ou reservas naturais. A reintrodução de espécies que desapareceram do seu habitat natural é também um dos procedimentos postos em prática, quando as ameaças que levaram à extinção da espécie em questão já não estiverem presentes.
Deste modo, a «World Association of Zoos and Aquaria» (WAZA) procura envolver o maior número de parques zoológicos na preservação dos habitats e a fazer deles elementos-chave nas organizações não governamentais (exemplo: EAZA) para a conservação. Em Portugal e Espanha temos o exemplo da constituição de uma «Associação Ibérica de Zoos e Aquários» (AIZA).

Neste contexto, o Badoca Safari Park é também membro da Associação Europeia para o Estudo e Conservação dos Lémures (AEECL). A AEECL é um consórcio formado pela European Zoological Gardens and Universities, que uniu esforços com vista a levar a cabo a conservação e a execução de projectos de investigação de diferentes espécies de Lémures, primatas endémicos de Madagáscar e que estão em vias de extinção devido à destruição do seu habitat e à caça para consumo humano.

Através da AEECL apoiamos financeiramente o esforço na conservação do património natural de Madagáscar. Este ano, uma das principais conquistas foi o estabelecimento de um novo parque natural “Parc National de Sahamalaza-Iles Radama”. Um outro objectivo desta associação é o estabelecimento de áreas protegidas em zonas chave de Madagáscar, sendo muito provável que, nos próximos 5 anos, 10% de Madagáscar seja área protegida.

In situ conservation means, firstly, to preserve the natural habitats of species and consequently, to create and manage parks and nature reserves. The reintroduction of species that have disappeared from their natural habitat is another procedure put in place, when the threats that led to the extinction of the species in question are no longer present.

Thus, the “World Association of Zoos and Aquaria” (WAZA) seeks to involve the largest number of zoos in the preservation of habitats and make them key elements in non-governmental organizations (example: EAZA) for conservation. In Portugal and Spain there’s the example of the constitution of the ‘Iberian Association of Zoos and Aquariums’ (AIZA).
In this context, Badoca Safari Park is also a member of the European Association for the Study and Conservation of Lemurs (AEECL). The AEECL is a consortium of the European Zoological Gardens and Universities, which joined efforts to carry out conservation and implementation of research projects of different species of lemurs, the endemic primates of Madagascar that face extinction due to the destruction of their habitat and hunting for human consumption.

Through the AEECL, we financially support the effort to conserve the natural heritage of Madagascar. This year, one of the main achievements of the association was the establishment of a new nature park “Parc National de Sahamalaza-Iles Radama”. Another objective of this association is the establishment of protected areas in key areas of Madagascar, and it is very likely that over the next five years, 10% of Madagascar becomes a protected area.

Conservação ex situ / Ex situ Conservation

Muitas vezes a conservação in situ de espécies em vias de extinção é difícil ou mesmo impossível devido à destruição massiva dos habitats ou à caça, entre outras razões, e por isso surge como de vital importância a conservação ex situ, ou seja fora do habitat natural das espécies, como acontece no Badoca Safari Park.
A conservação ex situ é realizada através da participação em programas de reprodução em cativeiro, graças aos quais é possível: conservar espécies ameaçadas, diversificar geneticamente as populações em cativeiro e posteriormente reintroduzi-las no seu habitat. Na Europa, estas acções denominam-se «European Endangered Species Program» (EEP) e são coordenadas pela «European Association of Zoos and Aquaria» (EAZA).
No Badoca Safari Park temos algumas espécies abrangidas por este programa (EEP), nomeadamente as Girafas e os Órix Cimitarra.
O órix é um antílope robusto de origem africana. Na Badoca vive uma manada com seis indivíduos. Esta é uma espécie em elevado risco de extinção. Os seus congéneres selvagens foram já extintos do seu habitat natural nos anos 50/60. Com um grande esforço de toda a comunidade zoológica mundial, estes animais foram reintroduzidos a partir de 1985 em dois parques naturais na Tunísia, parte da sua área geográfica original. Isto foi possível graças a uma eficiente gestão da reprodução da população de órixes em cativeiro. Conseguiu-se um grupo geneticamente viável para reintrodução na natureza e recursos financeiros que possibilitaram a viabilidade deste projecto. Actualmente no estado selvagem existem cerca de 100 indivíduos.
Temos ainda algumas outras espécies de animais (Sitatungas, Lémures de barriga vermelha, Kudus, Gnus de cauda branca e Búfalos do Congo) que não sendo abrangidos por um EEP, são registados num studbook devido ao baixo número de indivíduos em estado selvagem que necessita de ser controlado para verificar a evolução da respectiva população.

Frequently, in situ conservation of endangered species is difficult or even impossible due to massive habitat destruction and hunting, among other reasons, so ex situ conservation (i.e outside the natural habitat), the type of conservation developed in Badoca Safari Park, comes as vitally important.
Ex situ conservation is carried out through participation in captivity breeding programs, thanks to which it is possible to save endangered species, and to introduce genetic diversity in the populations in captivity and then reinsert them in their natural habitat. In Europe, these actions are called “European Endangered Species Program” (EEP) and are coordinated by the “European Association of Zoos and Aquaria” (EAZA).
At Badoca Safari Park we have some species covered by this program (EEP), including Giraffes and Oryx Scimitar.
The Oryx is a robust antelope from Africa. At Badoca there is a herd of six individuals. This is a species at high risk of extinction. Their wild counterparts have been extinct from their natural habitat in the 1950s/60s. Thanks to the great efforts of the world’s zoological community, these animals were reintroduced, in 1985, in two national parks in Tunisia, a region that is part of their original geographic area. This was made possible thanks to an efficient management of the reproduction of the population of Oryx in captivity. A genetically viable group was reintroduced into the wild and the financial resources that enabled the viability of this project were granted. Currently, there are about 100 individuals in wild state. At Badoca, we also have some other animal species (Sitatungas, red-bellied Lemurs, Kudus, black wildebeests and African Forest Buffalos), which, while not covered by an EEP, are registered in a studbook due to the low number of individuals in wild state, requiring monitoring to check the progress of their population.