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Lémur de cauda anelada

Lemur catta

Classificação

Classe: Mammalia
Ordem: Primatas
Família: Lemuridae

Habitat

Madagáscar, na floresta de folha caduca e zonas áridas de mato-floresta.

Caracterização

É um animal diurno e gregário formando grupos de cinco a trinta indivíduos. Em geral  as fêmeas são dominantes sobre os machos. Alimentam-se nas árvores mas deslocam-se no solo. Os nascimentos ocorrem entre Agosto e Novembro. A sua pelagem é preto-acinzentada nos membros, sendo o ventre mais claro e as extremidades brancas. Apresentam um penacho na cabeça, um anel em volta dos olhos e focinho preto.
O seu peso pode variar entre 2,3Kg e 3,5Kg.
A cauda deste lémur executa um duplo papel: as listas brancas e negras cosntituem um sinal visual bem nítido e durante as lutas rituais os animais costumam sujar as caudas com secreções das glândulas odoríferas dos membros anteriores, agitando-as a seguir por cima das cabeças, para os oponentes.

Curiosidades

Os lémures (a palavra significa fantasmas) são primatas endémicos à ilha de Madagáscar, não existindo em mais parte alguma do planeta. Representam os actuais sobreviventes de uma espectacular divisão evolutiva de primatas que parece ter ocorrido essencialmente em Madagáscar.

Esta ilha, situada no Oceano Indico, separou-se do Continente Africano há 160 milhões de anos. Nenhum Homem pisou Madagáscar até há cerca de 2000 anos permitindo que ali se desenvolvessem formas de vida invulgares e esplenderosas.
Numa uma gigantesca “experiência natural” os lémures ancestrais ficaram isolados milhões de anos,  e gradualmente foram-se diversificando até ao actual conjunto de cerca de 40 espécies (incluindo algumas de grande porte que, infelizmente, só se encontram documentadas pelos restos subfósseis).

Assim, os lémures mantiveram muitas das características primitivas, enquanto que, simultaneamente, desenvolviam outras, paralelas à evolução dos macacos e símios hemisfério sul. É de referir a tendência para o aumento do peso do corpo, desde os lémures-pigmeus (Família Cheirogaleidae), passando pelos de dimensões médias (Família Lemuridae), até aos de grandes dimensões, já extintos (família Indriidae). Esta tendência está relacionada com a mudança gradual de uma actividade nocturna para essencialmente diurna, que reflecte, de um modo geral, as tendências evolutivas entre os primatas em geral.

Os lémures de grandes dimensões existiam ainda em quantidade há cerca de 5 mil anos. Foram devastados pela caça, aquando da chegada das primeiras colónias humanas perrmanentes a Madagáscar, há cerca de dois mil anos atrás. Hoje apenas sobrevivem  4 espécies desta grande família (Indriidae) de lémures de grandes dimensões.

Muitas espécies de lémur estão em vias de extinção devido à destruição do seu habitat e à caça para consumo humano ou simplesmente por serem considerados um mau presságio para quem os vê.