Badoca Safari Park

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Sessão de Alimentação dos Lémures

Aproveite a oportunidade, única em Portugal, de interagir e alimentar esta espécie de primatas em vias de extinção.

Horário: 12h00/15h00
Por motivos de natureza técnica, climatérica ou zoológica, algumas actividades poderão não estar disponíveis e os horários das mesmas podem estar sujeitos a alterações, contudo o Badoca Safari Park não garante o reembolso do bilhete.

Enjoy this unique opportunity to feed and interact with this endangered primate species.

Hours: 12h00/15h00
For technical reasons, of climate and zoological nature, some activities may not be available and the hours may be subject to change. However Badoca Safari Park does not guarantee a refund of the ticket.

Conheça o trabalho de conservação dos lémures levado a cabo no Badoca Safari Park.

Tendo como cenário a fantástica Ilha de Madagáscar, um tratador convida os visitantes a presenciar, interagir e alimentar os lémures, uma espécie de primatas, em perigo de extinção, que apenas existe em Madagáscar.

Nesta apresentação o tratador alimenta os animais enquanto descreve as características principais da espécie e a sua rotina de alimentação. O trabalho de conservação desta espécie, levado a cabo no parque, é também dado a conhecer. Os visitantes observam com proximidade o comportamento dos animais e podem esclarecer todas as suas dúvidas.

No final da apresentação, basta atravessar uma ponte de madeira, para penetrar
no coração de Madagáscar e conhecer bem de perto os lémures – primatas exclusivos desta magnífica ilha.

Get to know the conservation work of Lemurs carried out at Badoca Safari Park.

With the fabulous island of Madagascar as backdrop, a caretaker invites the visitors to watch, interact and feed the lemurs, the endangered primate species that only exists in Madagascar.
In this presentation, the caretaker feeds the animals while describing the main features of the species and their nutritional habits. The conservation work of the Lemurs at the Park is also explained. Visitors look closely at these animals’ behavior and are encouraged to ask questions about the Lemurs.
After the presentation, just cross the wooden bridge to get into the heart of Madagascar and get to know the Lemurs- this magnificent island’s exclusive primates.

Animais que podem ser observados na Alimentação dos Lémures / Animals that can be observed during the Feeding the Lemurs presentation:

Curiosidades sobre os Lémures

Os lémures (a palavra significa fantasmas) são primatas endémicos à ilha de Madagáscar, não existindo em mais parte alguma do planeta. Representam os actuais sobreviventes de uma espectacular divisão evolutiva de primatas que parece ter ocorrido essencialmente em Madagáscar.Esta ilha, situada no Oceano Indico, separou-se do Continente Africano há 160 milhões de anos. Nenhum Homem pisou Madagáscar até há cerca de 2000 anos permitindo que ali se desenvolvessem formas de vida invulgares e esplenderosas.Numa uma gigantesca “experiência natural” os lémures ancestrais ficaram isolados milhões de anos, e gradualmente foram-se diversificando até ao actual conjunto de cerca de 40 espécies (incluindo algumas de grande porte que, infelizmente, só se encontram documentadas pelos restos subfósseis).

Assim, os lémures mantiveram muitas das características primitivas, enquanto que, simultaneamente, desenvolviam outras, paralelas à evolução dos macacos e símios do hemisfério sul. É de referir a tendência para o aumento do peso do corpo, desde os lémures-pigmeus (Família Cheirogaleidae), passando pelos de dimensões médias (Família Lemuridae), até aos de grandes dimensões, já extintos (família Indriidae). Esta tendência está relacionada com a mudança gradual de uma actividade nocturna para essencialmente diurna, que reflecte, de um modo geral, as tendências evolutivas entre os primatas em geral.

Os lémures de grandes dimensões existiam ainda em quantidade há cerca de 5 mil anos. Foram devastados pela caça, aquando da chegada das primeiras colónias humanas a Madagáscar, há cerca de dois mil anos atrás. Hoje apenas sobrevivem 4 espécies desta grande família (Indriidae) de lémures de grandes dimensões.

Muitas espécies de lémur estão em vias de extinção devido à destruição do seu habitat e à caça para consumo humano ou simplesmente por serem considerados um mau presságio para quem os vê.

A Conservação dos Lémures no Badoca Safari Park

No Badoca Safari Park, habitam duas espécies da grande família dos Lémures – O Lémur de Barriga Vermelha e o Lémur de Cauda Anelada, ambos considerados como espécies vulneráveis no estado selvagem.

O Badoca Safari Park utiliza os seus recursos para aumentar a hipótese de sobrevivência das espécies ameaçadas na natureza através da da participação em projectos de conservação in situ e da reprodução para a conservação.

O Badoca Safari Park é membro da Associação Europeia para o Estudo e Conservação dos Lémures (AEECL), um consórcio de 16 zoológicos europeus que reuniram esforços para desenvolver projectos de conservação dos lémures criticamente ameaçados em Madagáscar.

Através da AEECL apoiamos financeiramente o esforço na conservação do património natural de Madagáscar. Em 2007, uma das principais conquistas foi o estabelecimento de um novo parque natural “Parc National de Sahamalaza-Iles Radama”.

Idealmente, a conservação dos lémures deveria ser consequência da preservação dos seus habitats naturais – conservação in situ. Contudo, a conservação in situ é insuficiente, devido à progressiva destruição dos habitats e à captura e caça destes animais.

Surge então como de vital importância a conservação ex situ, ou seja fora do habitat natural das espécies, levado a cabo no Badoca Safari Park.

O Badoca Safari Park é o único parque zoológico em Portugal que tem à sua guarda o lémur de barriga vermelha. Dispomos de uma ilha com condições únicas para esta espécie, proporcionando aos animais consições de bem-estar que lhes permitam ter comportamentos naturais àqueles que observamos no estado selvagem e reproduzirem-se. A conservação ex situ é realizada através da participação em programas de reprodução em cativeiro, graças aos quais é possível: conservar estas espécies ameaçadas, diversificar geneticamente as populações em cativeiro e posteriormente reintroduzi-las no seu habitat. Na Europa, estas acções denominam-se «European Endangered Species Program» (EEP) e são coordenadas pela «European Association of Zoos and Aquaria» (EAZA).